“Que o nosso infinito seja mais que apenas um símbolo.
“— Me beija?
— Por quê?
— Por favor.
— Não quero.
— Por quê?
— Você brigou comigo agora.
— Mas é assim, lembra? Quando estivermos brigando, você me agarra e me beija.
— Fácil falar.
— Então mostra que é fácil agir também.
— Não.
— Então ta, vou embora.
Ela vira e sai devagar.
Ele a puxa pela cintura…
— Eu mostro a você que é fácil agir.
Ele a beija.
— Seu bobo.
— Tem razão.
— O que?
— Sou seu bobo.
— Meu?
— Seu.
“— Eu não sou pessimista! — Franzi os lábios, sentindo-me mimada ao reparar em meu tom de voz.
— Pessimista, mimada, complicada, complexa, paranóica, possessiva, ciumenta, insegura…
— Ei! — Interrompi, esmurrando seu ombro e fazendo-o se calar — Você é bem pior… Seu… Seu canalha, fumante, chaminé ambulante, cara de pau, cínico, conquistador barato, galinha, sedutor de meia tigela… Seu…
— Seu — Senti meu estômago se agitar.
— Meu?
— Seu, seu, seu. Seu.
(Thinking of you)
“O cara não precisa dar satisfação a toda hora, te ligar várias vezes por dia, isso é chato e acaba com qualquer romance. O que eu quero dizer é que mulher precisa de carinho. Atenção. E uma sacanagem bem-dosada.
“Macho pra mim é aquele que cumpre sua palavra. O fodão é aquele que tem várias opções de mulheres e escolhe todos os dias a mesma. E o bonzão, é o que sabe o valor de uma mulher. Esse resto que fica aí andando pela rua achando que é homem, típico menino, pra mim não serve!
“Queria tanto ficar bem sem você, sem falar, sem contato, mas ao mesmo tempo quase morro quando você não me conta como foi seu dia. Já basta essa distância insuportável…
“Não morro de amores por pessoas sem mistério, quando se é muito transparente, muito risonho e educado é raro ser levado a sério. Prefiro os mais silenciosos, os que abrem a boca de menos, os mais serenos e mais perigosos. Aqueles que ninguém define e que sempre analisam os fatos por um novo enfoque. Prefiro os que têm estoque aos que deixam tudo à mostra na vitrine.